quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Capítulo 17 - Café e conversas


Larissa não conseguia dormir, algumas coisas passavam pela cabeça dela. Ela tinha recebido uma carta da mãe. Ela resolveu levantar e fazer um café. Não era uma ideia muito boa já que queria dormir, mas não sabia mais o que fazer. É, talvez esperasse Gabriela voltar do restaurante. Precisava de alguém para conversar. Só esperava que Gabi também o quisesse, mas sabia que a amiga, mesmo morrendo de sono iria se esforçar para ouvir o que ela tinha a dizer. Ela preparou o café e pegou um pacote de bolachas, quando ia levar isso para sala Gabi chegou.
- Oi! – Lari já estava com as duas xícaras na mão e ofereceu uma para Gabi.
- Obrigada, estou mesmo precisando disso.
- Eu não estava com muito sono e resolvi fazer um café e te esperar para conversarmos um pouco. Se você quiser, é claro.
- Sim, na verdade eu também precisava conversar com você. Só vou deixar as minhas coisas no quarto, já venho.
As duas se sentaram no sofá. Larissa deixou Gabriela falar primeiro, ela estava com uma cara meio preocupada e sei lá, com o se algo marcante tivesse aconteci com ela.
- Bem, hoje quando eu estava a caminho do restaurante, eu não estava muito legal, não estava muito a fim de ir. Aí eu pedi para Deus que fizesse a noite valer a pena.
- E deixa-me adivinhar, ele fez algo esplêndido.
- Sim, na verdade duas pessoas vieram ao restaurante hoje. Bem na verdade uma não veio exatamente ao restaurante, mas ela estava lá nos fundos... – ela contou toda a história que aconteceu com Lucas.
- Uau. Isso foi maravilhoso! Há tanto tempo você já estava esperando alguma novidade dele. E de repente você o encontra lá!
- É, mas eu não sei... Ele estava tão mal. Bebendo e brigando. Parece que o que eu falei para ele da última vez entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Ele está pior do que antes. Ele está se destruindo, não percebe que está seguindo para o mesmo caminho do pai, o caminho que ele tanto odeia.
- Você falou isso para ele?
- Falei, mas eu não sei o que ele vai fazer com isso. É como da última vez: eu falei com ele, tirei as duvidas dele, pelo menos as que eu sabia a resposta, expliquei Deus para ele e veja o que aconteceu. Ele não escutou nada, hoje ele estava horrível. É como se eu tivesse falhado.
- Gabriela, escuta aqui. Você não falhou em nada. Eu tenho certeza de que você deixou Deus te usar. Você está plantando uma semente. Algumas sementes demoram a germinar, e isso você não tem capacidade para fazer. Só Deus consegue fazer isso. Você está fazendo a sua parte. Eu sei que você está fazendo tudo que você pode para ajudar ele. O resto é com ele e Deus. A única coisa que podemos fazer é orar. Orar bastante e deixar tudo nas mãos de Deus.
- Na verdade, ainda tem uma coisa que eu posso fazer. – Gabriela deu sorriso discreto e Larissa estava curiosa com o que isso seria. – Eu peguei o endereço dele!
- Que maravilha! Você já não tinha tentado escrever cartas?
- Sim, mas eu dei o meu endereço e fiquei esperando uma carta que nunca veio.
 - E agora ele deu o endereço dele pra você?
- Na verdade o endereço do patrão dele, que era um antigo vizinho. Eu acho que ele deve estar tentando ajudar ele.
- Que bom que ele não está sozinho!
- É, mas eu não sei o quanto ele deixa eles intervirem na vida pessoal dele.
 - Bem, devagarzinho você vai conquistando a confiança dele e aí tudo pode ficar melhor. Entrega tudo a Deus. E quem sabe você não acaba conquistando o coração dele também? – ela falou isso com um sorriso no rosto meio que zombando dela.
- Ah, que é isso. Ele não tem espaço lá. Por quê? Ele já está ocupado?
- Bem...
- Ahhhhhh, me conta logo!
- Sabe que eu falei de duas pessoas que entraram no restaurante?
- Siiiim....
- O Alex estava lá.
- O Alex? Aquele moleque do retiro?
- Ele mesmo.
- Mas e então? Vocês conversaram alguma coisa?
- Ele me chamou para dar uma volta. Ele queria me agradecer pelo que eu fiz por ele no retiro. E depois ele me deu uma flor!
- Ai que liiiindo! Que flor que era, cadê ela?
- Era um girassol! Dos mais bonitos que eu já vi e ele está... – nesse momento ela lembrou que na hora da briga esqueceu-se de tudo, ele deve ter caído no chão e ela não o viu mais depois. Ficou com raiva de si mesma. Pretendia guardar ele junto com a semente que tinha ganhado do Alex também, que por acaso ela também não sabia onde tinha deixado. – Eu perdi ele, ai como eu sou uma tonta mesmo. Como eu pude perder um girassol?
- É amiga, você é incrível! Mas e aí sobre o que vocês conversaram?
- Sobre várias coisas. A faculdade, comida, música, de tudo um pouco. Na verdade até que temos os gostos parecidos... 0 depois de falar isso ela meio que entrou no mundo da lua, relembrando a conversa que tivera com ele. Foi tão agradável!
- Eu acho que alguém tá se apaixonando!
- Não! Sim! Ah, eu não sei. Foi muito bom ver ele de novo e pra falar a verdade ele tava lindo! Bem melhor do que no retiro! Mas me apaixonando, não sei.
- Ahã, sei, sei! E quando vocês vão se ver de novo?
- Não sei, a gente não combinou nada.
- Será que ele vai vir pro grupo de jovens de novo?
- Eu não sei, acho que não. Ele disse que está freqüentando outra igreja perto da casa dele.
- A família dele também vai?
- Sim, ele disse que pouco a pouco todos foram indo pra igreja. Que bom!
- Foi bom poder conversar com você sobre isso. Não sei se ia conseguir dormir pensando na noite de hoje!
- Você sabe que pode contar comigo a qualquer hora!
- Sim eu sei e você também sabe que vou estar aí pra você quando quer que seja.
- Sim, mas e você? Não tinha alguma coisa pra conversar também?
- Nada tão importante. Podemos conversar outra hora. –Ela disse levantando-se e pegando a xícara vazia da amiga. – Já está tarde e amanhã temos que acordar cedo para ir ao multirão. Melhor estarmos descansadas!
- Então tá, se você acha. Mas as xícaras pode deixar que eu lavo.
- Vamos fazer uma oração ainda: Senhor Deus, Pai querido, obrigada pela nossa amizade. Obrigada por que podemos estar juntas aqui. Guarde nossas famílias lá no Mato Grosso do Sul e também a nós aqui. Quero te pedir também pelo Lucas, você sabe o que está se passando destro dele. Guarda-o do perigo e leva-o pelo caminho certo. Peço também que de as palavras certas a Gabi quando ela falar com ele ou escrever para ele. Oriente também o coração dela em relação ao Alex. Dê no, por favor, uma boa noite de sono. Amém
- Amém. – as duas se abraçaram e Larissa foi indo em direção ao quarto dela. Os pensamentos ainda voltavam para aquela carta da sua mãe, mas agora já estava cansada o suficiente para conseguir dormir.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Capítulo 16 - Uma noite que valeu a pena!


Mal Larissa entrou para o espaço nos fundos e quase levou um soco na cara. Dois homens estavam brigando. E feio. Ela correu para a porta da cozinha e foi chamar Leonardo para ajudar a separar a briga dos dois. Quando chegaram lá Ângela já estava lá gritando e implorando para que os dois parassem de brigar. Quando Leonardo chegou, ela foi segurar um enquanto ele tentava puxar o outro para trás para que parassem a briga. 
Larissa simplesmente não sabia o que fazer. Ficou paralisada olhando o que estava acontecendo. Tudo passava em câmera lenta na frente de seus olhos. Os dois não conseguiram nada tentando separar a briga. Os homens estavam furiosos um com o outro, querendo matar um ao outro. Leonardo decidiu desistir antes que eles acabassem feridos. Mas foi tarde. No momento que pensou isso viu Ângela deitada no chão. No mesmo instante largou o homem e foi ver como ela estava. Ajoelhou-se ao lado dela pensando que estivesse desmaiada. Felizmente só tinha levado um soco no rosto que estava sangrando, mas se Deus quisesse não seria nada demais. 
Nessa hora, Lari se tocou do que estava acontecendo e por um segundo pensou que conhecia um dos homens que estava lá brigando. Ficou olhando atentamente para tentar ver o rosto dele de novo. Era ele. Com muito esforço conseguiu com que as palavras saíssem da boca dela.
 - Lucas. Para, por favor, para de brigar. - Quando ouviu seu nome ele parou. Não sabia por que, mas algo naquela voz o fez parar. De quem era aquela voz. A anja. Como ele poderia esquecer-se daquela que sua mãe em seus últimos momentos de vida chamou de "meu anjo". 
O outro homem percebeu que a briga tinha acabado e saiu pelo bar xingando tudo e todos. Lucas se se encostou à parede e sentou-se se se encostando a ela, cruzando os braços em volta dos joelhos. Por alguns segundos que pareciam mais minutos os dois não sabiam o que dizer.
- O que você está fazendo aqui? Por que você sempre aparece nos piores momentos da minha vida? Por que você está aqui? Agora.
- O que eu estou fazendo aqui? Estou trabalhando. As outras perguntas não posso responder. - Ela se lembrava da promessa que tinha feito a ele, de que não falaria mais em Deus até que ele perguntasse. E a resposta das perguntas dele só tinha uma palavra: Deus. - Mas e você? Você sumiu. Não me escreveu, não escutei nada de você desde aquele dia. A sua mãe pediu para eu cuidar de você, ficar de olho em você e aí você some e aí... Aí eu encontro você aqui brigando e...
- Me deixa em paz. não quero falar com você agora. Não preciso de babá pra cuidar de mim.
- Mas...
- Pode voltar a trabalhar, devem estar precisando de você.
- Não sem antes fazer um curativo na sua testa.
- Eu estou bem. - quando falou isso, ele não parecia estar muito convencido disso. Lentamente ela foi andando até ele e se sentou encostada na parede ao lado dele. Ele tinha colocado uma barreira invisível entre eles. Provavelmente fazia isso com todas as pessoas. - Eu estou bem. - ele falou novamente, agora, quase sussurrando. Ela tentou limpar o machucado com um lenço, mas ele afastou a mão dele.
- Por favor, deixa eu te ajudar. Você não precisa falar nada. E eu também não vou falar nada até você queira. Só me deixa limpar isso pra não infeccionar.
Dessa vez quando ela aproximou o braço dela ele abaixou a mão, voltando a cruzar os braços ao redor das pernas dele. Ele não se mexia, não olhava para ela, fingia estar sozinho tentando achar alguma coisa pra dizer, tentando entender a situação. Estava confuso, cansado.
Ela sabia que se alguém fosse começara falar teria que ser ele. Então ela esperou e orou. Leonardo foi conferir se estava tudo bem com eles. Ele viu os dois sentados um do lado do outro e entendeu que ela iria ficar ali mais um tempo, só falou que iria levar Ângela para casa e deu boa noite. Lucas parecia relaxar com o tempo. Na cabeça dele passavam as cenas no hospital. Lembrava dos últimos momentos que teve com a mãe, dos últimos anos que passou com ela. Depois da morte dela, poucas vezes pensou nela. E quando pensava nela, procurava logo algo para fazer para se distrair e muitas vezes ele buscava essa distração na bebida, depois no cigarro e por fim nas drogas. Não chegava a usar tanto para que apagasse, afinal, ele trabalhava. Sim, trabalhava. Não era muita coisa, ajudava o vizinho antigo vizinho dele. Alessandro era advogado. Lucas ajudava o na limpeza do escritório, pesquisava por casos antigos que poderiam ajudar no caso que o chefe estava resolvendo no momento. Também cuidava das contas. Não desde o começo, Alessandro começou a perceber que ele era bom com números e pouco a pouco deixava ele responsável por cada vez mais coisas.
Lucas começou a contar de suas lembranças da mãe. Larissa apenas escutava e fazia um ou outro comentário de vez em quando, ou dava risada com ele quando a história era engraçada. Ele já conversava mais abertamente, sem receios. Lembrou que assim como a mãe dele confiou na Larissa, sem ter falado com ela antes, assim ele também poda confiar nela. E de algum jeito ele se sentia segura, em casa, quando enquanto estava com ela. Por um momento esqueceu-se dos problemas que tinha do pai dele, que ele não via há quatro meses, mas que a imagem dele ficava em sua cabeça quase que 24 horas por dia. A conversa ia bem até que chegaram ao assunto do pai dele. Ele já mudou o tom de voz e ficou tenso. Não demorou muito e ele começou a falar mal dele. Larissa permaneceu calma ao lado dele, o deixou terminar de falar tudo.
- Perdoe ele. – ela falou baixinho quando ele se aquietou de novo.
- O quê? Perdoar ele depois de tudo o que ele fez? Nunca.  Nem se eu quisesse poderia perdoar ele. Não mesmo. Ele matou a minha mãe, acabou com a minha vida, ele não merece perdão.
- Lucas, ele não acabou com a vida da tua mãe. Nem com a tua vida. A tua vida não está acabada. Você é jovem! Tem o que, 23 anos? Você ainda tem a tua vida inteira pela frente!
- Mas ele...
- Espera eu terminar de falar. Você tem que perdoar o seu pai, esquecer o passado. Eu sei, eu sei. É mais fácil falar do que fazer. É difícil sim perdoar alguém que fez o que seu pai fez e também não estou dizendo que você vai conseguir esquecer isso da noite pro dia, nem em uma semana. Mas comece cada dia dizendo que isso não vai te abalar que isso não vai deixar você estragar sua vida ainda mais. Não se torne uma pessoa amarga como o seu pai.
- Eu não estou me tornado parecido com ele. Não posso.
- Mas está. Você não consegue enxergar? O que seu pai fazia quando tinha algo de errado, ou ele queria esquecer-se do resto do mundo, ou de você e da sua mãe?
 - Ele saia pra beber.
- E o que você faz quando algo dá errado ou quando quer esquecer-se do seu pai ou dos seus problemas?
- Eu, eu...
- Você não precisa ficar igual ao seu pai. Lute contra isso, não deixe que isso tome conta do seu dia, dos teus pensamentos e da sua vida. Não se renda a isso, por favor. Tente lutar contra isso. Por amor a sua mãe.
- Eu não sei se consigo. Eu não sei.
- Mas você na quer se tornar uma pessoa como o seu pai, não é?
- É, isso eu não quero mesmo pra mim. Não quero causar tanto sofrimento a outras pessoas como ele o fez.
- Então tente fazer isso. Perdoar ele e esquecer o que ele fez.
- Eu vou tentar.
- Que bom! Posso te pedir mais uma coisa?
- O que?
- Posso te escrever? Se você não quiser, não precisa me responder, não precisa. Apenas me deixe escrever pra você.
- Tudo bem. – Ele passou o endereço da casa do Alessandro e da Vivian, esposa deste. – Eles vão me passar adiante essa carta não importa onde eu esteja.
- Quem são eles?
- Eles eram nossos vizinhos, quando eu ainda morava com minha mãe. Eu trabalho na empresa dele. Eles realmente se preocupam comigo. As vezes até demais!

- Eu tenho que ir agora.
- Sim, acho que também deveria ir. Será que a gente pode se encontrar algum dia de novo?
- Eu não sei. Não sei o que vou fazer daqui pra frente.
- Espero que você mude.
-Eu também. – os dois deram um abraço de despedida – Obrigada por hoje.
- De nada, e vou estar sempre aí quando você precisar.
Ele deu um sorriso, virou as costas e começou a andar. Ele virou mais uma vez, ela sorriu de volta pra ele que ainda estava sorrindo – Meu anjo! – ele ainda disse e foi embora.
Larissa ainda ficou parada pensativa. “É Deus, você realmente fez essa noite valer a pena, e como! Obrigada Paizinho!”

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Capítulo 15 - A semente brotou!


Ela só colocou as bebidas em cima da mesa e voltou à cozinha de novo, nem percebeu que trocou toda ordem das bebidas na mesa. Ainda tinha um pouco de tempo até os pedidos ficarem prontos. Ela não conseguia desviar os pensamentos do rapaz da mesa que estava atendendo. Não era a mesma pessoa que ela conhecera no retiro. Ele era tão, tão, sei lá, chato, emburrado e... Tá certo ele tinha mudado um pouquinho durante o retiro, mas todos fazem isso. Não fazem? Mudam por dois dias ajeitam toda vida e se tornam melhores amigos de Deus por, sei lá uma semana? Tá certo ele me ajudou e aquela promessa dele de que eu ainda iria elogiar ele até o final do retiro. Ele realmente se esforçou pra tirar um elogio da minha boca, admito, não facilitei muito as coisas pra ele, mas mesmo assim naquela última tarde...
- Larissa, está tudo bem com você/
- Aham, só estou pensando um pouquinho... Você pode eh.. Servir a mesa 36?
- Sim claro, mas tem certeza que esta tudo bem?
- Sim, não é nada. Só preciso de uns minutinhos...
- Se você diz...
Aquela ultima tarde, da onde ele tirou aquilo? Felipe tinha uma última atividade para as duplas: cada um deveria, na chácara mesmo procurar alguma coisa ou pegasse alguma coisa sua para dar ao outro da dupla. E as duas se encontrariam na capela novamente e cada um iria falar alguma coisa que aprendeu com a dupla ou falar de uma qualidade que percebeu na outra pessoa. Foi uma das vezes que Larissa mais se surpreendeu. Ele, o mesmo pirralho que ela teve de suportar esses dois dias em algum lugar tinha achado uma semente de girassol. De GIRASSOL! E ele deu essa pequena semente para ela. Ainda lembrava as palavras dele: “Bem essa semente, não é muito grande, ela também não parece ser muita coisa, poderia facilmente engolida por um passarinho. Mas de algum jeito essa semente foi salva e quando ela for plantada e regada, muito regada e tomar uns bons banhos de sol ela vai crescer e crescer pra valer e ela vai estar sempre voltada para o sol. Tá agora você pode estar pensando o que esta semente tem a ver com você, ou com o retiro. Eu vou explicar. Todos aqui sabem como eu cheguei aqui pro retiro, como eu era antes até. Eu não era uma pessoa agradável, nenhum pouquinho. E até imagino como a Larissa deve ter se sentido quando soube que eu era a dupla dela. Mas bem. ela não reclamou nem nada apenas tentou tirar o melhor da situação: Mandou-me trabalhar! E o melhor de tudo: ela plantou uma semente. Eu sei que parece papo furado, mas ela realmente me fez pensar. E por isso vou ser eternamente agradecido a ela." É, ele realmente tinha mudado.

- Larissa! – ouviu alguém chamando ela, deve ter sido Angela.
- O que foi?
- O Alex quer falar com você. E pelo jeito é sério. – Larissa estranhou um pouquinho. Não sabia o que dizer. – Você quer ir? Se não eu também posso dar um jeito.
- Não, tudo bem. Eu vou. Só preciso de um gole de água.

- Senhorita!
- Alex, o que você quer?
- Nossa não precisa ser tão rude. Eu só queria conversar um pouquinho. Será que podemos dar uma voltinha lá fora?
- Mas por quê?
- Relaxa, confia em mim. Só quero conversar um pouquinho.
- Tá, espera um pouco. – Ela foi ver com o patrão se estava tudo bem se ela saísse um pouquinho. – Tenho 20 minutos. – Ela disse tirando o avental.
- Então vamos logo!- Larissa não sabia o que pensar. Não sabia de nada nesse momento. Só que queria aproveitar e ver no que isso dava.
- Você está bonita hoje.
- Hã, obrigada. E pra ser bem sincera, você está com uma aparência bem melhor desde o retiro. E bem mais educado também!
- É tudo culpa sua. Lembra do que eu falei lá no retiro? A semente que você plantou em mim germinou e está crescendo cada vez mais.
- Fico feliz em ouvir isso. Mas e o grupo de jovens. Desde o retiro não vejo mais você lá.
- É por que na semana antes do retiro nos mudamos para o outro lado da cidade e encontramos uma igreja do lado de casa e nós nos sentimos bem lá.
- Todos da sua família estão indo á igreja?
- Sim. Faz pouco tempo que vamos todos. Primeiramente ia só eu. Aí eu convidei meu irmão pra ir ao grupo de jovens e adolescentes de lá e ele ficou de olho em uma menina. Ele ainda está tentando convencê-la a namorar ele, mas ela, pelo jeito não quer saber dele! – os dois deram risada!
- Como é o nome do seu irmão?
- Adriano. Ele está na casa dos meus tios em São Paulo.
- E teus pais? Eles me parecem ser bem legais e felizes!
- Sim, eles estão. Eles não queriam saber muito de igreja, mas deixavam a gente ir. Contanto que isso não nos atrapalhasse nos estudos e deveres em casa tudo bem. Aí um dia um colega do meu pai o convidou pra ir ao futebol de sábado que tinha na igreja e devagar ele foi se enturmando e acabou gostando de freqüentar os cultos.
- Mas a sua mãe não queria ir ainda?
- Não. Ela é meio orgulhosa e não queria mostrar fraqueza e mudar de ideia. Só que a minha irmãzinha tinha desde que nasceu já um problema nos olhos. Ela estava usando um óculos de oito graus em cada olho. Além do tampão que ela também tinha que usar todos os dias. Meus Pais resolveram que ela iria fazer uma cirurgia fará reparar isso. Ele pediu orações da igreja e muitas pessoas foram lá em casa dar apoio para eles e mesmo durante a cirurgia havia pessoas no hospital orando por eles. Quando tudo isso passou e a Alessandra já estava melhor. Minha mãe foi junto com a gente pra igreja e levou ela junto pra agradecer todas as orações e apoio. E ela foi tão bem recebida e convidada pro grupo de mulheres que a partir de então raramente falta um domingo.
- Que maravilhoso! É pelo jeito a sua vida mudou mesmo.
- Sim graças a misericórdia de Deus e da ajuda da serva dele. Eu realmente não sei como te agradecer por aquele esforço lá no retiro. Não deve ter sido o retiro mais divertido pra você.
- Vou admitir que não foi mesmo. Mas valeu a pena e faria tudo de novo!
Passaram mais um bom tempo conversando. Deram a volta no parque e nem perceberam que o relógio não para.
- Tenho ir já, na verdade correr!
- Desculpa, não percebi o tempo passar, se você se encrencar com o seu patrão vou falar que a culpa é minha.
- Tudo bem, ele não é tão rígido assim. Obrigada pelo passeio! – Ela disse e queria sair correndo.
- Espera. Só um pouquinho. – disse ele e atravessou a rua correndo e voltou com um girassol na mão. Daqueles que ela tinha visto na caminho pro trabalho. – Não é muita coisa, mas para você lembrar da semente que você plantou e teve chace de virar um lindo girassol.
Lari ficou paralisada. Não sabia o que dizer. Olhou para ele, para a flor, para ele de novo. Ele estava encarando ela. – Você tem que ir. Disse ele com um sorriso de orelha a orelha lembrando ela do trabalho.
- Sim. E... Obrigada!- Ela deu um beijo no rosto dele e saiu correndo. Ele ainda ficou um tempo observando até que ela sumisse de vista e então foi andando em direção a casa dele.
 

sábado, 21 de janeiro de 2012

Capítulo 14 - Não pode ser ele!


"Mais uma noite de trabalho, se bem eu estou precisando de um tempinho para alguma coisa diferente! Mas também não precisava justo ser uma noite de trabalho. Melhor seria uma ida ao parque, ou um cinema, talvez até jantar fora, mas não servir um jantar. Que é isso Larissa, você deveria estar feliz de não precisar trabalhar todos os dias que nem a coitada da Ângela. Ela é que quis, tá, não é bem assim. Ela precisava de dinheiro pra pagar o aluguel, pelo menos isso meus pais pagam pra mim! "Senhor obrigada por que eu não preciso trabalhar para pagar as minhas despesas. “E, por favor, faça valer a pena ter ido trabalhar hoje” É verdade eles pagavam isso e mais uns extras quando preciso, pensando bem não é só quando preciso, muitas vezes eles também mandam um pouquinho a mais. Falando nisso, eu tenho que agradecer minha mãe por me mandar aquele livro que eu tinha esquecido em casa! O que eu seria sem ela? Que saudade que eu sinto dela, desde aquela semana no hospital não vejo ela. Nem ela nem o tal do Lucas. Ele ainda não me mandou nenhuma noticia. Será que ele perdeu meu endereço? Ou não quis mesmo saber de mim, mas pelo menos pela lembrança a mãe dele ele deveria ter me escrito alguma coisa, ele viu que ela confiou em mim. Será que ele esta bem? E como será que ficou toda a situação com o pai dele? Ah são tantas coisas, eu realmente não sei o que fazer, na verdade nem sei se posso fazer alguma coisa. Pelo jeito o único que pode e aquele que sabe de tudo, criados de todas as coisas e pai querido que também quer ser o pai dele."Senhor, por favor, cuida dele onde quer que ele esteja. E se ele estiver com alguma dificuldade, mande alguém para ajudá-lo. Mesmo assim, mostra me alguma forma para que eu possa achá-lo e conversar com ele." Ai que lindas essas flores, e esses girassóis então, minhas preferidas! E aqui no meio da cidade não é sempre que se encontram uns por aqui e ainda por cima desse tamanho e tão bem cuidados. pena que sejam tão caros...
É, essa é a mente da Larissa! Falar ela pode não falar muito, mas em pensamento... Ela fala, fala e fala mais um pouco. Mudando de assunto toda hora, às vezes pula de um assunto para outro, nem termina o raciocínio, conversa com Deus e assim por diante. O bom dessa conversa imaginária é que ela acaba tão distraída que nem lembra mais por que ela começou: por causa do trabalho! E quando viu a banca de flores, já estava quase chegando ao restaurante, logo depois da praça. O restaurante era chique, tanto que ela tinha que usar uniforme, inclusive salto. Ela não era muito fã de usar salto, mas também não se incomodava. O nome do restaurante levava o do dono: Cheff Pablo, ele era um homem bem simpático, conversava com os clientes fazia umas gracinhas aqui e ali! Talvez seja por isso que o lugar estava sempre cheio. Ele simplesmente cativava os clientes que às vezes não tinham muito dinheiro sobrando para gastar com isso, mas economizavam um pouco mais e em ocasiões especiais jantavam lá. E ele sabia disso e sempre tinha algumas opções mais simples, mas não menos elegantes e sofisticadas no cardápio. Por outro lado tinha aquelas mais caras e sempre uma opção extra para "doações". Não exatamente doações, mas, por exemplo, oferecia cup cakes decorados, chocolates importados, ou coisas do tipo por preços um pouco mais altos, que ele usava para fazer outras com preços menores. Afinal, devido a localização o local era também freqüentado por chefes executivos, políticos e esses não se incomodavam em pagar um pouco mais, afinal, tinham dinheiro sobrando. Resumindo, o restaurante era elegante, sofisticado, mas todos eram aceitos e tratados da mesma forma. E Larissa tinha que assumir, era um lugar muito bom para trabalhar! Se não fosse pelo bar ao lado, seria perfeito! Esse bar na verdade era um bar de ricos, se é que existe alguma coisa desse tipo, mas o lugar tinha até seguranças na entrada o problema é que nos fundos tinha o mesmo espaço aberto que o restaurante e mesmo sendo um bar de executivos, muitos não sabem a hora de parar de beber e acabam arrumando confusões, ou em outras palavras, brigas feias. E estas acabam sempre acontecendo lá nos fundos. Ângela sempre comentava o que via lá e digamos que não deveria ser nada agradável, Lari não tinha visto nenhuma pessoalmente.
- Oi Ângela
- Ah, oi, você pode me ajudar a servir hoje?
- Dia corrido?
- Sim. Você pode ficar com o canto direito no fundo!
- Ok, só vou colocar o uniforme, já vou!
- Pode começar com a mesa 32.
- Já to indo!
- O bloquinho... - ofereceu Ângela, não era a primeira vez que Lari ia se esquecer do bloquinho para anotar os pedidos. Lari agradeceu e foi indo em direção ás mesas e a amiga teve que parar ela novamente -... e a caneta!
- Sim, claro!

A noite passou corrida, mal teve tempo de descansar um pouquinho.
- Eu estou acabada. - falou Ângela se sentado na cadeira ao lado de Larissa. - obrigada por ter vindo ajudar hoje.
- De nada!
- Mais um cliente. Pensaram que já tinha acabado? Podem voltar ao serviço. – falou Pablo vendo as duas sentadas. Tratava-as bem, mas tinham que fazer tudo certinho também.
- Ai, você pode ir? Pooor favooor? – perguntou Ângela para a amiga com uma cara de “gatinho do Shrek”.
- Tudo bem, eu vou, descanse um pouco!
- Obrigada.

- Bem vindos ao Cheff Pablo! Três pessoas? – perguntou ela aos clientes.
- Na verdade quatro, meu filho já está vindo.
- Ah, posso sugerir um lugar sossegado lá no canto?
- Vai ser ótimo!
- Vocês querem pedir já?
- Vamos esperar o meu filho.
- Ok! - enquanto isso foi pegar os cardápios e logo que viu um rapaz entrando foi em direção a mesa para deixá-los lá. Chegou ao mesmo tempo em que o rapaz. Ele se parecia com o Alex, mas, não. Não poderia ser. Ou?
- Larissa? – ele olhou surpreso para ela.
- Alex.
- Nunca vi você por aqui, começou faz pouco tempo?
- Na verdade só ajudo de vez em quando, quando precisam.
- Ah, posso pedir já?
- Claro!
- Vou querer uma lasanha, por favor! - Por favor? Desde quando o Alex diz, por favor? E ainda por cima para uma garçonete? E ele está tão diferente, tranqüilo, ofereceu ajuda para a mãe dele. Esse não é o Alex que eu conheço. primeiramente a roupa dele: uma camisa, ele nunca veste camisa, e o tênis dele está limpo e o cabelo penteado, esse sorriso... – ela se distraiu um pouquinho. Mas por uma boa coisa!
- Com licença.
- Ah sim, o que vocês desejam?
- Um salmão ao molho, um bife sem ervilhas e Mariana o que você quer?
- Macarrão.
- Filinha eles não tem macarrão aqui.
- Na verdade temos na sessão infantil que é nova um prato de macarrão com molho e batata frita. Posso anotar?
- Sim.
- E bebidas?
- Duas cocas. E vocês dois o que vão querer?
- Uma fanta.
- E eu vou querer um suco.
- Limonada suiça, maracujá, abacaxi ou morango?
- Pode ser uma limonada suíça, por favor. - De novo? Eu devo estar imaginando isso. Esse definitivamente não é o Alex que eu conheço!
- Mais alguma coisa?
- Não, obrigado. - Essa foi a gota d’água. Ela se virou e tratou de sair logo dali, antes que ele percebesse a cara de surpresa que ela estava fazendo. Na verdade era mais pra cara de assustada.

De volta a cozinha, Ângela veio em direção a ela e percebeu que ela estava meio corada.
-Larissa, o que é isso? Você ficou encarando o Alex, na maior cara-dura!
- Hã? O que foi?
- Você ficou encarando o Alex.
- Claro que não!
- Não nega Lari que eu vi, qualquer um que teria olhado pra você teria percebido. Imagina o que ele deve estar pensando de você!
- Ah que é isso, ele nem deve ter percebido, ele é tão desligado
- Querida, a única desligada aqui é você!
- Eu?
- É, você mesma. Aqui estão as bebidas deles.
- Ha? De quem?
- As bebidas da mesa que você esta atendendo,
- Sim, sim,...

sábado, 3 de dezembro de 2011

Cap[itulo 13 - De volta à realidade, faculdade, tanto faz!

     O fim de semana acabou e com isso o retiro infelizmente também.De volta á faculdade , tinham que pensar nos estudos novamente, na correria, mas enfim, é a vida! As duas se dedicavam para ir bem. Tá bom eu admito. Nem sempre! Às vezes uma noite com amigos e pizza era mais legal do que uma noite estudando! Mas no fim, tudo acabava dando certo, mas claro com uma ajudazinha extra de Deus! O fim de semestre já estava chegando ao fim e com isso as finais. É, algumas são inevitáveis e para estudar um pouco mais Larissa resolveu ir para a faculdade um pouco mais cedo. Para ela um pouco cedo demais! E ainda por cima ela teve que ir de ônibus hoje. Não que ela não gostasse, mas vocês sabem, é bem mais confortável ir de carro, ela preferia até ir de bicicleta, ou a pé, mas as vezes não tinha outro jeito. O dia estava ensolarado, bonito! Este vai ser um dia bom, valeu a pena ter acordado mais cedo!pensava ela enquanto caminhava até o ponto de ônibus. E logo em seguida, com toda classe e desatenção do mundo, pisou em uma poça de água. Não é maravilhoso quando isso acontece? Nojento! Mas ela resolveu que nada poderia estragar seu dia hoje e além do mais estava de havaianas e com o sol, secaria logo. Não demorou muito até que o ônibus chegasse e ela sentou-se ao lado de um rapaz. Ele a lembrava de alguém, mas quem?
     - Olá!
     - Oi! - ela olhou para cara dele e percebeu que era o Matheus, o aluno que conhecera na aula de inglês. Ela estranhou um pouco. Primeiramente por que ela não falava com ele além de um "oi" e "tchau" de vez em quando, ou um comentário qualquer. E segundo, ele falou "olá". Quem é que fala olá hoje em dia? Eu sei, eu sei. Várias pessoas ainda falam olá hoje em dia, mas ele? Não. Não faz a cara dele!
     - Você não costuma pegar ônibus, não é?
     - Prefiro outros meios.
     - Por que? Acho interessante andar de ônibus! Observar as pessoas, coisas engraçadas podem acontecer.
     - Tipo?
     - Tipo ver uma moça distraída pisando em uma poça de água!
     - Você viu isso? Ops! Mas continuo preferindo outros meios.
     - Então tá! Meu irmão também não gosta muito disso. não sei o que essas pessoas tem contra andar de ônibus.
     O resto do trajeto passaram em silêncio. mas mesmo assim ela se sentia confortável ao lado dele, não se sentia pressionada a falar alguma coisa pra quebrar o silêncio. Depois de descer do ônibus ainda tiveram que caminhar um pouco até chegar no prédio, que por acaso era o mesmo.Fizeram esse trajeto conversando animadamente.
     - Até daqui a pouco!
     - Até!
     Lari ficou um tempo [arada ainda vendo ele ir em direção a sala dele e foi inda para a sua pensando sobre o que acontecera. "Como é que eu nunca falei com ele? Ela me parece ser bem legal e divertido, tem um ótimo senso de humor! Na verdade, no primeiro dia em que ele veio para a aula, tinha achado ele meio estranho. Divertido, mas de algum jeito meio diferente dos outros, talvez seja por isso que não falei com ele.

          Lari_s2 Pode flr?

          Gabi.Flower: com ctza. a aula de fisiologia vegetal está taaaaao legal!

          Lari_s2 Sei... vc lembra daquele aluno q eu falei pra vc?

          Gabi.Flower: Hããã?

          Lari_s2 No começo do semestre

          Gabi.Flower: Aquele loiro?

          Lari_s2 Ñ, um ruivo

          Gabi.Flower: aquele feio da sala de ingles?

          Lari_s2 aham

          Gabi.Flower: o q q tem ele?

          Lari_s2 eu encontrei ele no onibus hj

          Gabi.Flower: eu ja falei, vc tem q andar mais de onibus. coisas boas podem acontecer!

          Lari_s2 vc parece ele falando

          Gabi.Flower: entao quer dizer que ele concorda?

          Lari_s2 chega neh

          Gabi.Flower: ok, o q q vc ia falar dele?

          Lari_s2 a gente começou a conversar e até q nem foi tão ruim. ele é bem divertido!

          Gabi.Flower: vc gostou dele

          Lari_s2 nao desse jeito. vc me conhece

          Gabi.Flower: nunca é tarde pra mudar de ideia

          Lari_s2 eu n vou mudar de ideia.

     Gabi já sabia, e como, que Lari tinha uma ideia meio diferente sobre namoro. Queria esperar por aquele que Deus preparou para ela e namoraria apenas com ele, visando o casamento. Gabriela respeitava a ideia, mas não quer dizer que concordava. Não que ela queria ter muitos namorados e tal, mas não se preocupava muito com isso e quando chegasse a hora, ia ver no que dava. Até achava romântica a ideia da amiga, mas no fundo achava meio difícil de cumprir uma promessa dessas de dar o primeiro beijo no altar, no casamento. Achava que beijar também era uma parte importante do namoro. Lari também respeitava sua amiga e nas conversas que tinham sobre o assunto falava que não tinha nada contra a ideia dela, mas que Deus a tinha orientado desse jeito no seu relacionamento com o futuro marido. E sempre acrescentava dizendo que Deus é o melhor e mais criativo autor de romances maravilhosos e que o romance de  uma não vai ser melhor ou pior, apenas o modo de chegar ao final feliz eram diferentes! Ops, desculpem a enrolação, vamos voltar para a conversa das duas:

          Gabi.Flower: mudando de assunto, vc vai almoçar em ksa hj?

          Lari_s2 ñ vo almoçar na facul msm, tenho um trab pra fazer na biblioteca depois.

          Gabi.Flower: ok. eu vou ajudar a angela no serviço depois. entaum n precisa esperar por mim.- Pequena interrupçào de novo! Angela, uma amiga da igreja trabalhava como garçonete num restaurante elegante na cidade. Infelizmente tinha um bar ao lado, mas isso é coisa pra depois. E às vezes precisavam de uma ajudazinha extra e Gabi não recusava, já que pagavam bem e venhamos e convenhamos, um dinheirinho a mais nunca faz mal!
     Mal tinham se despedido, a aula acabou! Finalmente pensou Lari. As duas na verdade! Larissa seguiu para a sua sala de inglês e no caminho se encontrou com Matheus.
     - Você por aqui?
     - Pois é, quanto tempo!
     - Que aula você teve agora?
     - Uma linda e maravilhosa aula de matemática básica!
     - Você faz matemática industrial?
     - Ahm, não!
     - Você quer ser professor? - Isso ela falou meio que tentando disfarçar o riso, não conseguia ver ele dando aula!
     - Também não!
     - Então como...
     - Eu estou fazendo bacharelado!
     - Você ... é ... louco...- Ela olhava para ele com uma cara muito espantada, ele teve muita vontade de rir da cara dela. Parecia mesmo que ela estava em choque. Enquanto isso, já tinham entrado na sala de inglês e lari foi se sentar no mesmo lugar de sempre. Só que não reparou que estava só a mesa lá. Sem a cadeira.
     - Larisss...
     Bem que Matheus tentou avisar, mas já era tarde. Larissa estava no chão. Rindo, muito! Matheus não conseguiu mais segurar o riso. Estava rindo tanto que o resto dos colegas que estavam na sala olharam para eles. Alguns também não se aguentaram e começaram a rir, outros ficaram parados, sem saber se riam ou não. Até ela se tocar do que acontecera e começar a rir também.
     - E o senhor cavalheiro não vai ajudar esta pobre moça a se levantar? - perguntou a professora, que observou tudo!
     - Eu acho que não! respondeu ele na maior tranquilidade.
     - Tudo bem, eu consigo sozinha! falou ela levantando sem antes repetir que ele era louco!

   

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Capítulo 12 - Diversão no dever

- E o vencedor ou a vencedora é, é, é Rafael! Parabéns!
Ele foi aplaudido por todos, inclusive Larissa, que teve de engolir a perda. Humildemente foi cumprimentar o ganhador.
 - Eu preciso conhecer essa tua avó, ou pelo menos as receitas dela. Para ganhar dos meus bolinhos a receita tem que ser boa mesmo!
 - Eça com certeza vai amar te conhecer.
 Os dois foram interrompidos por André, que queria falar com Rafael sobre algum assunto particular. Lari aproveitou para ajuntar a louça e começar a lavar a louça. Como era de costume, enquanto o fazia gostava de passar o tempo falando com Deus. Estava orando pelo retiro, pelos líderes, pelos outros jovens que esse retiro fosse abençoador para todos. Quando finalizou a oração com um amém, escutou o mesmo de outra pessoa. Assustada olhou para trás, virando apenas o rosto pois estava com as mãos cheias de sabão dentro da pia. Viu Rafael vindo em sua direção com um pano de prato na mão.
 - Você não precisa me ajudar. Era o trato: quem perdesse ia arrumar a cozinha.
- Mas eu quero! Posso, por favor?
- Se você insiste.
Você estava orando agora pouco?
 - Sim, eu tenho um pouco de dificuldade em fazer a oração em um tempo pré-determinado ou antes de dormir. Ás vezes acabo dormindo antes do amém, ou esqueço.
 - E aí você aproveita o tempo enquanto está lavando a louça?
- Aham, na verdade, aproveito para fazer isso em várias ocasiões.
- Como?
- Enquanto eu lavo a louça, passo a roupa e faço os serviços de casa em geral. Ou também ás vezes quando ando de ônibus ou em qualquer outro lugar que eu sentir a necessidade.
- Muito interessante. Talvez eu começa a fazer isso também. Mas uma coisa preciso dizer, você é uma menina exemplar. Já sabe lavar a louça, limpar a casa, muito bem!
- Como se eu tivesse outra opção. Você acha que minha mãe me deixaria sair de casa se eu não soubesse fazer pelo menos isso? De jeito nenhum!
- Essa história eu conheço!
- Por que? A sua mãe também te obrigou a aprender tudo isso?
- Sim, mas como eu moro com a minha querida mãezinha, eu não preciso fazer nada disso. Mas se algum dia eu precisar, saberei fazer.
- Uau! Então qualquer dia desse quando estiver com preguiça de arrumar a casa posso contratar teus serviços?
- Mas é claro! Mas já vou avisando: eu cobro bem bem pelo meu trabalho.
- Ah é? E quanto o senhor cobra?
- Bem, normalmente eu cobraria cem reais a diária e claro dois vale refeição e mais o vale  transporte. É claro que também aceito gratificações no final do trabalho se achar que foi bem feito, o que é obvio. Tudo o que eu faço fica perfeito, na verdade, eu sou  perfeito.
- Claro! E muito humilde também! 
- Sempre! - ele falou essa últimas frases com tanta convicção e confiança que ela não aguentou . Dobrou sua mão em forma de conchinha, mergulhou ela na água com sabão e jogou ela bem na cara de Rafael. 
 Não estava esperando por isso, mas reagiu rapidamente. Pegou a espoja, que estava no canto da pia, mergulhou-a na mesma água com sabão. Uma mão colocou por cima dos ombros de Larissa para segurá-la e com a outra  espremeu a água dentro da esponja em cima da cabeça dela, molhando todo o seu cabelo. Isso aconteceu tão rápido que ela só se tocou do que estava acontecendo quando sentiu a água escorrendo pelo canto do seu rosto. E soltou um gritinho que só ela era capaz de dar.
 O acontecimento seguinte era quase inveitável: guerra de água! Entre mais esguichos e "mãozadas" de água os dois quase não se aguentavam de tanto rir. De repente seguraram a risada e tentaram ficar sérios. Viram Felipe entrando pela porta do refeitório e se viraram rapidamente para a pia e fingiram estar trabalhando. Mas foi muito difícil segurar o riso. Felipe não deu três passos que eles já estavam gargalhando novamente, e, de qualquer forma o cabelo, o rosto, a roupa, o chão, tudo estava tão molhado que denunciava eles!
 - O que os senhores estão aprontando?
 - A gente? Nada, só estamos arrumando a cozinha. Não parece?
 - Eu preciso responder? Eu acho que esse chão já diz tudo!
 - Que nada a gente só queria aproveitar pra limpar o chão também já!
 - Ah, tá bom. Vou acreditar em vocês, ou fingir que acredito! Mas falando sério já está quase na hora do silêncio e pelo que eu estou vendo, vocês ainda vão ter que tomar um banho. Vou dispensar vocês dessa vez, mas só dessa vez, hein. E só por que o lanche estava realmente bom. 
 - Muito obrigada Felipe, você é o melhor líder do mundo! 
 - Obrigado, agora vão logo.
 Os dois saíram as gargalhadas, Lari estava tão desatenta que se Rafael não tivesse segurado sua mão depois de ela tropeçar teria caído no chão e rolado morro abaixo! Nem viram Felipe sorrindo para eles lembrando dos tempos de retiro dele, quando também fizera algo parecido e foi aí que conheceu Karina, mas isso já é outra historia! 
 Durante o resto do retiro ainda fizeram muitas brincadeiras, uns aprontaram com os outros, tiveram bons momentos na presença de Deus e se divertiram muuito ainda! Chegando em casa Lari e Gabi foram direto cada uma para o seu quarto e dormiram de tão esgotadas que ficaram do retiro!

domingo, 16 de outubro de 2011

Capítulo 11 - Quem será?

Larissa e Rafael se encontraram no refeitório. Estavam anciosos para saber o que teriam que preparar, quais ingredientes poderiam usar. Miguel, que era o responsável pela cozinha chegou um pouco atrasado mas com uma caixa cheia de ingredientes. Rafael aliviou-o e pegou a caixa e colocou-a no balcão.O chef fez um sinal para os dois oara que o seguissem até a cozinha. Mostrou a eles onde poderiam achar o que e foi resolver outras coisas.
- Vocês tem uma hora e meia pra terminar. Mãos a obra então!
- Aqui tem tanta coisa que nem sei por onde começar, não tenho ideia do que fazer! - Disse Lari olhando para dentro da caixa.
- Bem eu já sei. - falou Rafael, pegou sua bíblia e sentou em uma cadeira que estava encostada na parede.
- Você pode me dizer qual é essa passagem da bíblia que tem uma receita, por que eu nunca vi. Ou é o seu lugar secreto para guardar elas?
- Não, o único lugar onde eu guardo as minhas receitas é na memória.Eu só estou aproveitando o tempo para fazer a minha leitura enquanto espero o tempo passar.
- Ah tá.
- Mas não se incomode comigo. Pode ir fazendo a tua receita tranquilamente.
- É claro. - o que será que ele está pensando em fazer? Bem, não vou me preocupar com ele. Desse jeito a vitória já é minha. Vamos ver o que tem dentro dessa caixa... farinha de trigo, ovos, sal, açúcar, granulado... humm, um granulado ia bem em cima de cupcakes. Cupcakes! É isso mesmo que eu vou fazer! Mas, e as forminhas? Com certeza não deve ter forminhas aqui dentro. Procura, procura, não tem mesmo e agora? Xícaras! vou fazer dentro das xícaras mesmo. Agora sim que tenho a vitória em mãos. Não existe coisa melhor que cupcakes. Coitado dele vai ter que lavar toda essa louça.

Lari se apressou para juntar tudo e começou a fazer temendo que não ia dar tempo. Ligou o forno pra esquenta. Enquanto batia a massa na batedeira Rafael se levantou pegou uns pacotes de bolacha amassou eles e juntou em uma massa com margarina. Fez algo no fogo, o que parecia ser um brigadeiro branco por causa da lata que ele colocou do lado da pia. espalhou isso sobre a massa, colocou ela na geladeira e foi sentar de novo. Ela já estava começando a ficar intrigada e curiosa sobre o que ele faria. Estava se apresando para conseguir terminar tudo a tempo. Enquanto já colocava a primeira formada no forno fazia as outras e começou a fazer a cobertura. Ela viu que ele levantou novamente, tirou a massa da geladeira, derreteu chocolate espalhou sobre ela e colocou a forma na geladeira de novo e foi continuar a leitura dele.

Larissa estava ficando mais angustiada a cada momento, como ele poderia simplesmente ficar quase todo tempo sentado enquanto ela estava dando duro para fazer o lanche dela. Mas haveria uma recompensa para isso. E com haveria. Para enfeitar  a cobertura, pegou uma sacola de leite já que não tinha bico lá.

- Terminei!- afirmou ela olhando satisfeita para o seu trabalho. seria muito difícil ela ganhar dela. Os docinhos ficaram profissionais.
- Você se atrasou um pouco. Você realmente caprichou, hein.
- Claro, não estou afim de lavar a louça. Ao contrário de outros que parecem não estar nem aí com a competição. Prepare-se, pode ir colocando um avental já por que a louça vai ser bastante.
- Você que pensa que eu vou perder essa. Com essa receita da minha avó ganho qualquer competicão gastronômica!
- Convencido.
- Você ainda vai ver que tenho razão.
- Ou não!

- Vamos servir isso logo, o pessoal já deve estar esperando. E com fome!
- Então tá. - disse ela e foi logo pegando a bandeja de madeira onde as xícaras estavam posicionadas caprichosamente, mas na hora de levantar percebeu que estava um pouco pesado. Bem nessa hora Gabi entrou pra conferir se o lanche ainda saia pra essa noite.
- Será que você poderia me dar uma mãozinha aqui? - perguntou ela à amiga.
- Claro! Nossa você se superou hoje, eles tão com uma cara muuuito boa. Com certeza você vai ganhar! - respondeu a amiga olhando pro prato de Rafael e se espantou quando viu o que tinha ali.- O que é isso? Você acha que com essa coisa fininha aí você vai conseguir ganhar desse cupcakes Rafael?
- Espere até você experimentar pra julgar. Nunca julgue uma comida pela aparência! - respondeu ele convicto e calmo, como tivesse certeza de que seria o melhor doce já inventado na face da Terra.
- Então vamos logo que eu quero experimentar se isso é tão bom quanto você diz.

Levaram os dois pratos para o refeitório. Karina orou pelo alimento e explicou para os outros que foram escolhidos para serem cobaias e juízes essa noite. Cada um poderia experimentar dos dois pratos e depois escrever em um pedaço de papel qual gostou mais e colocar dentro da urna meio improvisada: o boné de Tiago. Todo pessoal se animou e trataram logo de fazer o árdua trabalho de julgar o melhor.

- Você não vai experimentar o melhor doce do mundo Lari? - provocou Rafael.
- Já experimentei o cupcake e concordo com você é o melhor do mundo.
- Eu estava falando do fininho mesmo.
- Ah é assim que você chama aquele negócio?
- É
- Não, não experimentei ainda, as chances de eu passar mal são muito grandes.
- Haha, claro. - respondeu ele ironicamente e se levantou para buscar um para ela. - Aqui, o melhor pedaço!
 Ela experimentou e não pode acreditar. Era bom meeesmo. ela começou a perder um pouco dessa confiança toda de que o dela seria o melhor, mas é claro que não ia s isso pra ele. Em vez disso começou a tossir como se estivesse engasgando.
- Como você pode achar que isso concorre com o meu prato. Isso aqui não ganha nunca.
- Ah Lari fala sério. Você gostou que eu sei. Não tem como não gostar disso!

Teriam continuado a discutir mas Karina interrompeu-os quando pegou a "urna' e foi tirando os papéis de dentro. Michelle anotava em um quadro negro os que cada um ia recebendo o voto. Estava empatado para os dois e dentro do boné havia ainda três papéis. Ela terminou de anotar e finalmente falaria o resultado.
- E o vencedor ou vencedora é... gente só pra lembrar: quem perder vai ter que lavar a toda a louça do lanche tá?
- Aham.
- E então o prato campeão é do, da ... sério eu estou com pena de quem vai ter que lavar essas xícaras todas...
- Para de enrolar Karina!
- Então tá bom! O vencedor ou a vencedora é...