segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Capítulo 15 - A semente brotou!


Ela só colocou as bebidas em cima da mesa e voltou à cozinha de novo, nem percebeu que trocou toda ordem das bebidas na mesa. Ainda tinha um pouco de tempo até os pedidos ficarem prontos. Ela não conseguia desviar os pensamentos do rapaz da mesa que estava atendendo. Não era a mesma pessoa que ela conhecera no retiro. Ele era tão, tão, sei lá, chato, emburrado e... Tá certo ele tinha mudado um pouquinho durante o retiro, mas todos fazem isso. Não fazem? Mudam por dois dias ajeitam toda vida e se tornam melhores amigos de Deus por, sei lá uma semana? Tá certo ele me ajudou e aquela promessa dele de que eu ainda iria elogiar ele até o final do retiro. Ele realmente se esforçou pra tirar um elogio da minha boca, admito, não facilitei muito as coisas pra ele, mas mesmo assim naquela última tarde...
- Larissa, está tudo bem com você/
- Aham, só estou pensando um pouquinho... Você pode eh.. Servir a mesa 36?
- Sim claro, mas tem certeza que esta tudo bem?
- Sim, não é nada. Só preciso de uns minutinhos...
- Se você diz...
Aquela ultima tarde, da onde ele tirou aquilo? Felipe tinha uma última atividade para as duplas: cada um deveria, na chácara mesmo procurar alguma coisa ou pegasse alguma coisa sua para dar ao outro da dupla. E as duas se encontrariam na capela novamente e cada um iria falar alguma coisa que aprendeu com a dupla ou falar de uma qualidade que percebeu na outra pessoa. Foi uma das vezes que Larissa mais se surpreendeu. Ele, o mesmo pirralho que ela teve de suportar esses dois dias em algum lugar tinha achado uma semente de girassol. De GIRASSOL! E ele deu essa pequena semente para ela. Ainda lembrava as palavras dele: “Bem essa semente, não é muito grande, ela também não parece ser muita coisa, poderia facilmente engolida por um passarinho. Mas de algum jeito essa semente foi salva e quando ela for plantada e regada, muito regada e tomar uns bons banhos de sol ela vai crescer e crescer pra valer e ela vai estar sempre voltada para o sol. Tá agora você pode estar pensando o que esta semente tem a ver com você, ou com o retiro. Eu vou explicar. Todos aqui sabem como eu cheguei aqui pro retiro, como eu era antes até. Eu não era uma pessoa agradável, nenhum pouquinho. E até imagino como a Larissa deve ter se sentido quando soube que eu era a dupla dela. Mas bem. ela não reclamou nem nada apenas tentou tirar o melhor da situação: Mandou-me trabalhar! E o melhor de tudo: ela plantou uma semente. Eu sei que parece papo furado, mas ela realmente me fez pensar. E por isso vou ser eternamente agradecido a ela." É, ele realmente tinha mudado.

- Larissa! – ouviu alguém chamando ela, deve ter sido Angela.
- O que foi?
- O Alex quer falar com você. E pelo jeito é sério. – Larissa estranhou um pouquinho. Não sabia o que dizer. – Você quer ir? Se não eu também posso dar um jeito.
- Não, tudo bem. Eu vou. Só preciso de um gole de água.

- Senhorita!
- Alex, o que você quer?
- Nossa não precisa ser tão rude. Eu só queria conversar um pouquinho. Será que podemos dar uma voltinha lá fora?
- Mas por quê?
- Relaxa, confia em mim. Só quero conversar um pouquinho.
- Tá, espera um pouco. – Ela foi ver com o patrão se estava tudo bem se ela saísse um pouquinho. – Tenho 20 minutos. – Ela disse tirando o avental.
- Então vamos logo!- Larissa não sabia o que pensar. Não sabia de nada nesse momento. Só que queria aproveitar e ver no que isso dava.
- Você está bonita hoje.
- Hã, obrigada. E pra ser bem sincera, você está com uma aparência bem melhor desde o retiro. E bem mais educado também!
- É tudo culpa sua. Lembra do que eu falei lá no retiro? A semente que você plantou em mim germinou e está crescendo cada vez mais.
- Fico feliz em ouvir isso. Mas e o grupo de jovens. Desde o retiro não vejo mais você lá.
- É por que na semana antes do retiro nos mudamos para o outro lado da cidade e encontramos uma igreja do lado de casa e nós nos sentimos bem lá.
- Todos da sua família estão indo á igreja?
- Sim. Faz pouco tempo que vamos todos. Primeiramente ia só eu. Aí eu convidei meu irmão pra ir ao grupo de jovens e adolescentes de lá e ele ficou de olho em uma menina. Ele ainda está tentando convencê-la a namorar ele, mas ela, pelo jeito não quer saber dele! – os dois deram risada!
- Como é o nome do seu irmão?
- Adriano. Ele está na casa dos meus tios em São Paulo.
- E teus pais? Eles me parecem ser bem legais e felizes!
- Sim, eles estão. Eles não queriam saber muito de igreja, mas deixavam a gente ir. Contanto que isso não nos atrapalhasse nos estudos e deveres em casa tudo bem. Aí um dia um colega do meu pai o convidou pra ir ao futebol de sábado que tinha na igreja e devagar ele foi se enturmando e acabou gostando de freqüentar os cultos.
- Mas a sua mãe não queria ir ainda?
- Não. Ela é meio orgulhosa e não queria mostrar fraqueza e mudar de ideia. Só que a minha irmãzinha tinha desde que nasceu já um problema nos olhos. Ela estava usando um óculos de oito graus em cada olho. Além do tampão que ela também tinha que usar todos os dias. Meus Pais resolveram que ela iria fazer uma cirurgia fará reparar isso. Ele pediu orações da igreja e muitas pessoas foram lá em casa dar apoio para eles e mesmo durante a cirurgia havia pessoas no hospital orando por eles. Quando tudo isso passou e a Alessandra já estava melhor. Minha mãe foi junto com a gente pra igreja e levou ela junto pra agradecer todas as orações e apoio. E ela foi tão bem recebida e convidada pro grupo de mulheres que a partir de então raramente falta um domingo.
- Que maravilhoso! É pelo jeito a sua vida mudou mesmo.
- Sim graças a misericórdia de Deus e da ajuda da serva dele. Eu realmente não sei como te agradecer por aquele esforço lá no retiro. Não deve ter sido o retiro mais divertido pra você.
- Vou admitir que não foi mesmo. Mas valeu a pena e faria tudo de novo!
Passaram mais um bom tempo conversando. Deram a volta no parque e nem perceberam que o relógio não para.
- Tenho ir já, na verdade correr!
- Desculpa, não percebi o tempo passar, se você se encrencar com o seu patrão vou falar que a culpa é minha.
- Tudo bem, ele não é tão rígido assim. Obrigada pelo passeio! – Ela disse e queria sair correndo.
- Espera. Só um pouquinho. – disse ele e atravessou a rua correndo e voltou com um girassol na mão. Daqueles que ela tinha visto na caminho pro trabalho. – Não é muita coisa, mas para você lembrar da semente que você plantou e teve chace de virar um lindo girassol.
Lari ficou paralisada. Não sabia o que dizer. Olhou para ele, para a flor, para ele de novo. Ele estava encarando ela. – Você tem que ir. Disse ele com um sorriso de orelha a orelha lembrando ela do trabalho.
- Sim. E... Obrigada!- Ela deu um beijo no rosto dele e saiu correndo. Ele ainda ficou um tempo observando até que ela sumisse de vista e então foi andando em direção a casa dele.
 

sábado, 21 de janeiro de 2012

Capítulo 14 - Não pode ser ele!


"Mais uma noite de trabalho, se bem eu estou precisando de um tempinho para alguma coisa diferente! Mas também não precisava justo ser uma noite de trabalho. Melhor seria uma ida ao parque, ou um cinema, talvez até jantar fora, mas não servir um jantar. Que é isso Larissa, você deveria estar feliz de não precisar trabalhar todos os dias que nem a coitada da Ângela. Ela é que quis, tá, não é bem assim. Ela precisava de dinheiro pra pagar o aluguel, pelo menos isso meus pais pagam pra mim! "Senhor obrigada por que eu não preciso trabalhar para pagar as minhas despesas. “E, por favor, faça valer a pena ter ido trabalhar hoje” É verdade eles pagavam isso e mais uns extras quando preciso, pensando bem não é só quando preciso, muitas vezes eles também mandam um pouquinho a mais. Falando nisso, eu tenho que agradecer minha mãe por me mandar aquele livro que eu tinha esquecido em casa! O que eu seria sem ela? Que saudade que eu sinto dela, desde aquela semana no hospital não vejo ela. Nem ela nem o tal do Lucas. Ele ainda não me mandou nenhuma noticia. Será que ele perdeu meu endereço? Ou não quis mesmo saber de mim, mas pelo menos pela lembrança a mãe dele ele deveria ter me escrito alguma coisa, ele viu que ela confiou em mim. Será que ele esta bem? E como será que ficou toda a situação com o pai dele? Ah são tantas coisas, eu realmente não sei o que fazer, na verdade nem sei se posso fazer alguma coisa. Pelo jeito o único que pode e aquele que sabe de tudo, criados de todas as coisas e pai querido que também quer ser o pai dele."Senhor, por favor, cuida dele onde quer que ele esteja. E se ele estiver com alguma dificuldade, mande alguém para ajudá-lo. Mesmo assim, mostra me alguma forma para que eu possa achá-lo e conversar com ele." Ai que lindas essas flores, e esses girassóis então, minhas preferidas! E aqui no meio da cidade não é sempre que se encontram uns por aqui e ainda por cima desse tamanho e tão bem cuidados. pena que sejam tão caros...
É, essa é a mente da Larissa! Falar ela pode não falar muito, mas em pensamento... Ela fala, fala e fala mais um pouco. Mudando de assunto toda hora, às vezes pula de um assunto para outro, nem termina o raciocínio, conversa com Deus e assim por diante. O bom dessa conversa imaginária é que ela acaba tão distraída que nem lembra mais por que ela começou: por causa do trabalho! E quando viu a banca de flores, já estava quase chegando ao restaurante, logo depois da praça. O restaurante era chique, tanto que ela tinha que usar uniforme, inclusive salto. Ela não era muito fã de usar salto, mas também não se incomodava. O nome do restaurante levava o do dono: Cheff Pablo, ele era um homem bem simpático, conversava com os clientes fazia umas gracinhas aqui e ali! Talvez seja por isso que o lugar estava sempre cheio. Ele simplesmente cativava os clientes que às vezes não tinham muito dinheiro sobrando para gastar com isso, mas economizavam um pouco mais e em ocasiões especiais jantavam lá. E ele sabia disso e sempre tinha algumas opções mais simples, mas não menos elegantes e sofisticadas no cardápio. Por outro lado tinha aquelas mais caras e sempre uma opção extra para "doações". Não exatamente doações, mas, por exemplo, oferecia cup cakes decorados, chocolates importados, ou coisas do tipo por preços um pouco mais altos, que ele usava para fazer outras com preços menores. Afinal, devido a localização o local era também freqüentado por chefes executivos, políticos e esses não se incomodavam em pagar um pouco mais, afinal, tinham dinheiro sobrando. Resumindo, o restaurante era elegante, sofisticado, mas todos eram aceitos e tratados da mesma forma. E Larissa tinha que assumir, era um lugar muito bom para trabalhar! Se não fosse pelo bar ao lado, seria perfeito! Esse bar na verdade era um bar de ricos, se é que existe alguma coisa desse tipo, mas o lugar tinha até seguranças na entrada o problema é que nos fundos tinha o mesmo espaço aberto que o restaurante e mesmo sendo um bar de executivos, muitos não sabem a hora de parar de beber e acabam arrumando confusões, ou em outras palavras, brigas feias. E estas acabam sempre acontecendo lá nos fundos. Ângela sempre comentava o que via lá e digamos que não deveria ser nada agradável, Lari não tinha visto nenhuma pessoalmente.
- Oi Ângela
- Ah, oi, você pode me ajudar a servir hoje?
- Dia corrido?
- Sim. Você pode ficar com o canto direito no fundo!
- Ok, só vou colocar o uniforme, já vou!
- Pode começar com a mesa 32.
- Já to indo!
- O bloquinho... - ofereceu Ângela, não era a primeira vez que Lari ia se esquecer do bloquinho para anotar os pedidos. Lari agradeceu e foi indo em direção ás mesas e a amiga teve que parar ela novamente -... e a caneta!
- Sim, claro!

A noite passou corrida, mal teve tempo de descansar um pouquinho.
- Eu estou acabada. - falou Ângela se sentado na cadeira ao lado de Larissa. - obrigada por ter vindo ajudar hoje.
- De nada!
- Mais um cliente. Pensaram que já tinha acabado? Podem voltar ao serviço. – falou Pablo vendo as duas sentadas. Tratava-as bem, mas tinham que fazer tudo certinho também.
- Ai, você pode ir? Pooor favooor? – perguntou Ângela para a amiga com uma cara de “gatinho do Shrek”.
- Tudo bem, eu vou, descanse um pouco!
- Obrigada.

- Bem vindos ao Cheff Pablo! Três pessoas? – perguntou ela aos clientes.
- Na verdade quatro, meu filho já está vindo.
- Ah, posso sugerir um lugar sossegado lá no canto?
- Vai ser ótimo!
- Vocês querem pedir já?
- Vamos esperar o meu filho.
- Ok! - enquanto isso foi pegar os cardápios e logo que viu um rapaz entrando foi em direção a mesa para deixá-los lá. Chegou ao mesmo tempo em que o rapaz. Ele se parecia com o Alex, mas, não. Não poderia ser. Ou?
- Larissa? – ele olhou surpreso para ela.
- Alex.
- Nunca vi você por aqui, começou faz pouco tempo?
- Na verdade só ajudo de vez em quando, quando precisam.
- Ah, posso pedir já?
- Claro!
- Vou querer uma lasanha, por favor! - Por favor? Desde quando o Alex diz, por favor? E ainda por cima para uma garçonete? E ele está tão diferente, tranqüilo, ofereceu ajuda para a mãe dele. Esse não é o Alex que eu conheço. primeiramente a roupa dele: uma camisa, ele nunca veste camisa, e o tênis dele está limpo e o cabelo penteado, esse sorriso... – ela se distraiu um pouquinho. Mas por uma boa coisa!
- Com licença.
- Ah sim, o que vocês desejam?
- Um salmão ao molho, um bife sem ervilhas e Mariana o que você quer?
- Macarrão.
- Filinha eles não tem macarrão aqui.
- Na verdade temos na sessão infantil que é nova um prato de macarrão com molho e batata frita. Posso anotar?
- Sim.
- E bebidas?
- Duas cocas. E vocês dois o que vão querer?
- Uma fanta.
- E eu vou querer um suco.
- Limonada suiça, maracujá, abacaxi ou morango?
- Pode ser uma limonada suíça, por favor. - De novo? Eu devo estar imaginando isso. Esse definitivamente não é o Alex que eu conheço!
- Mais alguma coisa?
- Não, obrigado. - Essa foi a gota d’água. Ela se virou e tratou de sair logo dali, antes que ele percebesse a cara de surpresa que ela estava fazendo. Na verdade era mais pra cara de assustada.

De volta a cozinha, Ângela veio em direção a ela e percebeu que ela estava meio corada.
-Larissa, o que é isso? Você ficou encarando o Alex, na maior cara-dura!
- Hã? O que foi?
- Você ficou encarando o Alex.
- Claro que não!
- Não nega Lari que eu vi, qualquer um que teria olhado pra você teria percebido. Imagina o que ele deve estar pensando de você!
- Ah que é isso, ele nem deve ter percebido, ele é tão desligado
- Querida, a única desligada aqui é você!
- Eu?
- É, você mesma. Aqui estão as bebidas deles.
- Ha? De quem?
- As bebidas da mesa que você esta atendendo,
- Sim, sim,...

sábado, 3 de dezembro de 2011

Cap[itulo 13 - De volta à realidade, faculdade, tanto faz!

     O fim de semana acabou e com isso o retiro infelizmente também.De volta á faculdade , tinham que pensar nos estudos novamente, na correria, mas enfim, é a vida! As duas se dedicavam para ir bem. Tá bom eu admito. Nem sempre! Às vezes uma noite com amigos e pizza era mais legal do que uma noite estudando! Mas no fim, tudo acabava dando certo, mas claro com uma ajudazinha extra de Deus! O fim de semestre já estava chegando ao fim e com isso as finais. É, algumas são inevitáveis e para estudar um pouco mais Larissa resolveu ir para a faculdade um pouco mais cedo. Para ela um pouco cedo demais! E ainda por cima ela teve que ir de ônibus hoje. Não que ela não gostasse, mas vocês sabem, é bem mais confortável ir de carro, ela preferia até ir de bicicleta, ou a pé, mas as vezes não tinha outro jeito. O dia estava ensolarado, bonito! Este vai ser um dia bom, valeu a pena ter acordado mais cedo!pensava ela enquanto caminhava até o ponto de ônibus. E logo em seguida, com toda classe e desatenção do mundo, pisou em uma poça de água. Não é maravilhoso quando isso acontece? Nojento! Mas ela resolveu que nada poderia estragar seu dia hoje e além do mais estava de havaianas e com o sol, secaria logo. Não demorou muito até que o ônibus chegasse e ela sentou-se ao lado de um rapaz. Ele a lembrava de alguém, mas quem?
     - Olá!
     - Oi! - ela olhou para cara dele e percebeu que era o Matheus, o aluno que conhecera na aula de inglês. Ela estranhou um pouco. Primeiramente por que ela não falava com ele além de um "oi" e "tchau" de vez em quando, ou um comentário qualquer. E segundo, ele falou "olá". Quem é que fala olá hoje em dia? Eu sei, eu sei. Várias pessoas ainda falam olá hoje em dia, mas ele? Não. Não faz a cara dele!
     - Você não costuma pegar ônibus, não é?
     - Prefiro outros meios.
     - Por que? Acho interessante andar de ônibus! Observar as pessoas, coisas engraçadas podem acontecer.
     - Tipo?
     - Tipo ver uma moça distraída pisando em uma poça de água!
     - Você viu isso? Ops! Mas continuo preferindo outros meios.
     - Então tá! Meu irmão também não gosta muito disso. não sei o que essas pessoas tem contra andar de ônibus.
     O resto do trajeto passaram em silêncio. mas mesmo assim ela se sentia confortável ao lado dele, não se sentia pressionada a falar alguma coisa pra quebrar o silêncio. Depois de descer do ônibus ainda tiveram que caminhar um pouco até chegar no prédio, que por acaso era o mesmo.Fizeram esse trajeto conversando animadamente.
     - Até daqui a pouco!
     - Até!
     Lari ficou um tempo [arada ainda vendo ele ir em direção a sala dele e foi inda para a sua pensando sobre o que acontecera. "Como é que eu nunca falei com ele? Ela me parece ser bem legal e divertido, tem um ótimo senso de humor! Na verdade, no primeiro dia em que ele veio para a aula, tinha achado ele meio estranho. Divertido, mas de algum jeito meio diferente dos outros, talvez seja por isso que não falei com ele.

          Lari_s2 Pode flr?

          Gabi.Flower: com ctza. a aula de fisiologia vegetal está taaaaao legal!

          Lari_s2 Sei... vc lembra daquele aluno q eu falei pra vc?

          Gabi.Flower: Hããã?

          Lari_s2 No começo do semestre

          Gabi.Flower: Aquele loiro?

          Lari_s2 Ñ, um ruivo

          Gabi.Flower: aquele feio da sala de ingles?

          Lari_s2 aham

          Gabi.Flower: o q q tem ele?

          Lari_s2 eu encontrei ele no onibus hj

          Gabi.Flower: eu ja falei, vc tem q andar mais de onibus. coisas boas podem acontecer!

          Lari_s2 vc parece ele falando

          Gabi.Flower: entao quer dizer que ele concorda?

          Lari_s2 chega neh

          Gabi.Flower: ok, o q q vc ia falar dele?

          Lari_s2 a gente começou a conversar e até q nem foi tão ruim. ele é bem divertido!

          Gabi.Flower: vc gostou dele

          Lari_s2 nao desse jeito. vc me conhece

          Gabi.Flower: nunca é tarde pra mudar de ideia

          Lari_s2 eu n vou mudar de ideia.

     Gabi já sabia, e como, que Lari tinha uma ideia meio diferente sobre namoro. Queria esperar por aquele que Deus preparou para ela e namoraria apenas com ele, visando o casamento. Gabriela respeitava a ideia, mas não quer dizer que concordava. Não que ela queria ter muitos namorados e tal, mas não se preocupava muito com isso e quando chegasse a hora, ia ver no que dava. Até achava romântica a ideia da amiga, mas no fundo achava meio difícil de cumprir uma promessa dessas de dar o primeiro beijo no altar, no casamento. Achava que beijar também era uma parte importante do namoro. Lari também respeitava sua amiga e nas conversas que tinham sobre o assunto falava que não tinha nada contra a ideia dela, mas que Deus a tinha orientado desse jeito no seu relacionamento com o futuro marido. E sempre acrescentava dizendo que Deus é o melhor e mais criativo autor de romances maravilhosos e que o romance de  uma não vai ser melhor ou pior, apenas o modo de chegar ao final feliz eram diferentes! Ops, desculpem a enrolação, vamos voltar para a conversa das duas:

          Gabi.Flower: mudando de assunto, vc vai almoçar em ksa hj?

          Lari_s2 ñ vo almoçar na facul msm, tenho um trab pra fazer na biblioteca depois.

          Gabi.Flower: ok. eu vou ajudar a angela no serviço depois. entaum n precisa esperar por mim.- Pequena interrupçào de novo! Angela, uma amiga da igreja trabalhava como garçonete num restaurante elegante na cidade. Infelizmente tinha um bar ao lado, mas isso é coisa pra depois. E às vezes precisavam de uma ajudazinha extra e Gabi não recusava, já que pagavam bem e venhamos e convenhamos, um dinheirinho a mais nunca faz mal!
     Mal tinham se despedido, a aula acabou! Finalmente pensou Lari. As duas na verdade! Larissa seguiu para a sua sala de inglês e no caminho se encontrou com Matheus.
     - Você por aqui?
     - Pois é, quanto tempo!
     - Que aula você teve agora?
     - Uma linda e maravilhosa aula de matemática básica!
     - Você faz matemática industrial?
     - Ahm, não!
     - Você quer ser professor? - Isso ela falou meio que tentando disfarçar o riso, não conseguia ver ele dando aula!
     - Também não!
     - Então como...
     - Eu estou fazendo bacharelado!
     - Você ... é ... louco...- Ela olhava para ele com uma cara muito espantada, ele teve muita vontade de rir da cara dela. Parecia mesmo que ela estava em choque. Enquanto isso, já tinham entrado na sala de inglês e lari foi se sentar no mesmo lugar de sempre. Só que não reparou que estava só a mesa lá. Sem a cadeira.
     - Larisss...
     Bem que Matheus tentou avisar, mas já era tarde. Larissa estava no chão. Rindo, muito! Matheus não conseguiu mais segurar o riso. Estava rindo tanto que o resto dos colegas que estavam na sala olharam para eles. Alguns também não se aguentaram e começaram a rir, outros ficaram parados, sem saber se riam ou não. Até ela se tocar do que acontecera e começar a rir também.
     - E o senhor cavalheiro não vai ajudar esta pobre moça a se levantar? - perguntou a professora, que observou tudo!
     - Eu acho que não! respondeu ele na maior tranquilidade.
     - Tudo bem, eu consigo sozinha! falou ela levantando sem antes repetir que ele era louco!

   

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Capítulo 12 - Diversão no dever

- E o vencedor ou a vencedora é, é, é Rafael! Parabéns!
Ele foi aplaudido por todos, inclusive Larissa, que teve de engolir a perda. Humildemente foi cumprimentar o ganhador.
 - Eu preciso conhecer essa tua avó, ou pelo menos as receitas dela. Para ganhar dos meus bolinhos a receita tem que ser boa mesmo!
 - Eça com certeza vai amar te conhecer.
 Os dois foram interrompidos por André, que queria falar com Rafael sobre algum assunto particular. Lari aproveitou para ajuntar a louça e começar a lavar a louça. Como era de costume, enquanto o fazia gostava de passar o tempo falando com Deus. Estava orando pelo retiro, pelos líderes, pelos outros jovens que esse retiro fosse abençoador para todos. Quando finalizou a oração com um amém, escutou o mesmo de outra pessoa. Assustada olhou para trás, virando apenas o rosto pois estava com as mãos cheias de sabão dentro da pia. Viu Rafael vindo em sua direção com um pano de prato na mão.
 - Você não precisa me ajudar. Era o trato: quem perdesse ia arrumar a cozinha.
- Mas eu quero! Posso, por favor?
- Se você insiste.
Você estava orando agora pouco?
 - Sim, eu tenho um pouco de dificuldade em fazer a oração em um tempo pré-determinado ou antes de dormir. Ás vezes acabo dormindo antes do amém, ou esqueço.
 - E aí você aproveita o tempo enquanto está lavando a louça?
- Aham, na verdade, aproveito para fazer isso em várias ocasiões.
- Como?
- Enquanto eu lavo a louça, passo a roupa e faço os serviços de casa em geral. Ou também ás vezes quando ando de ônibus ou em qualquer outro lugar que eu sentir a necessidade.
- Muito interessante. Talvez eu começa a fazer isso também. Mas uma coisa preciso dizer, você é uma menina exemplar. Já sabe lavar a louça, limpar a casa, muito bem!
- Como se eu tivesse outra opção. Você acha que minha mãe me deixaria sair de casa se eu não soubesse fazer pelo menos isso? De jeito nenhum!
- Essa história eu conheço!
- Por que? A sua mãe também te obrigou a aprender tudo isso?
- Sim, mas como eu moro com a minha querida mãezinha, eu não preciso fazer nada disso. Mas se algum dia eu precisar, saberei fazer.
- Uau! Então qualquer dia desse quando estiver com preguiça de arrumar a casa posso contratar teus serviços?
- Mas é claro! Mas já vou avisando: eu cobro bem bem pelo meu trabalho.
- Ah é? E quanto o senhor cobra?
- Bem, normalmente eu cobraria cem reais a diária e claro dois vale refeição e mais o vale  transporte. É claro que também aceito gratificações no final do trabalho se achar que foi bem feito, o que é obvio. Tudo o que eu faço fica perfeito, na verdade, eu sou  perfeito.
- Claro! E muito humilde também! 
- Sempre! - ele falou essa últimas frases com tanta convicção e confiança que ela não aguentou . Dobrou sua mão em forma de conchinha, mergulhou ela na água com sabão e jogou ela bem na cara de Rafael. 
 Não estava esperando por isso, mas reagiu rapidamente. Pegou a espoja, que estava no canto da pia, mergulhou-a na mesma água com sabão. Uma mão colocou por cima dos ombros de Larissa para segurá-la e com a outra  espremeu a água dentro da esponja em cima da cabeça dela, molhando todo o seu cabelo. Isso aconteceu tão rápido que ela só se tocou do que estava acontecendo quando sentiu a água escorrendo pelo canto do seu rosto. E soltou um gritinho que só ela era capaz de dar.
 O acontecimento seguinte era quase inveitável: guerra de água! Entre mais esguichos e "mãozadas" de água os dois quase não se aguentavam de tanto rir. De repente seguraram a risada e tentaram ficar sérios. Viram Felipe entrando pela porta do refeitório e se viraram rapidamente para a pia e fingiram estar trabalhando. Mas foi muito difícil segurar o riso. Felipe não deu três passos que eles já estavam gargalhando novamente, e, de qualquer forma o cabelo, o rosto, a roupa, o chão, tudo estava tão molhado que denunciava eles!
 - O que os senhores estão aprontando?
 - A gente? Nada, só estamos arrumando a cozinha. Não parece?
 - Eu preciso responder? Eu acho que esse chão já diz tudo!
 - Que nada a gente só queria aproveitar pra limpar o chão também já!
 - Ah, tá bom. Vou acreditar em vocês, ou fingir que acredito! Mas falando sério já está quase na hora do silêncio e pelo que eu estou vendo, vocês ainda vão ter que tomar um banho. Vou dispensar vocês dessa vez, mas só dessa vez, hein. E só por que o lanche estava realmente bom. 
 - Muito obrigada Felipe, você é o melhor líder do mundo! 
 - Obrigado, agora vão logo.
 Os dois saíram as gargalhadas, Lari estava tão desatenta que se Rafael não tivesse segurado sua mão depois de ela tropeçar teria caído no chão e rolado morro abaixo! Nem viram Felipe sorrindo para eles lembrando dos tempos de retiro dele, quando também fizera algo parecido e foi aí que conheceu Karina, mas isso já é outra historia! 
 Durante o resto do retiro ainda fizeram muitas brincadeiras, uns aprontaram com os outros, tiveram bons momentos na presença de Deus e se divertiram muuito ainda! Chegando em casa Lari e Gabi foram direto cada uma para o seu quarto e dormiram de tão esgotadas que ficaram do retiro!

domingo, 16 de outubro de 2011

Capítulo 11 - Quem será?

Larissa e Rafael se encontraram no refeitório. Estavam anciosos para saber o que teriam que preparar, quais ingredientes poderiam usar. Miguel, que era o responsável pela cozinha chegou um pouco atrasado mas com uma caixa cheia de ingredientes. Rafael aliviou-o e pegou a caixa e colocou-a no balcão.O chef fez um sinal para os dois oara que o seguissem até a cozinha. Mostrou a eles onde poderiam achar o que e foi resolver outras coisas.
- Vocês tem uma hora e meia pra terminar. Mãos a obra então!
- Aqui tem tanta coisa que nem sei por onde começar, não tenho ideia do que fazer! - Disse Lari olhando para dentro da caixa.
- Bem eu já sei. - falou Rafael, pegou sua bíblia e sentou em uma cadeira que estava encostada na parede.
- Você pode me dizer qual é essa passagem da bíblia que tem uma receita, por que eu nunca vi. Ou é o seu lugar secreto para guardar elas?
- Não, o único lugar onde eu guardo as minhas receitas é na memória.Eu só estou aproveitando o tempo para fazer a minha leitura enquanto espero o tempo passar.
- Ah tá.
- Mas não se incomode comigo. Pode ir fazendo a tua receita tranquilamente.
- É claro. - o que será que ele está pensando em fazer? Bem, não vou me preocupar com ele. Desse jeito a vitória já é minha. Vamos ver o que tem dentro dessa caixa... farinha de trigo, ovos, sal, açúcar, granulado... humm, um granulado ia bem em cima de cupcakes. Cupcakes! É isso mesmo que eu vou fazer! Mas, e as forminhas? Com certeza não deve ter forminhas aqui dentro. Procura, procura, não tem mesmo e agora? Xícaras! vou fazer dentro das xícaras mesmo. Agora sim que tenho a vitória em mãos. Não existe coisa melhor que cupcakes. Coitado dele vai ter que lavar toda essa louça.

Lari se apressou para juntar tudo e começou a fazer temendo que não ia dar tempo. Ligou o forno pra esquenta. Enquanto batia a massa na batedeira Rafael se levantou pegou uns pacotes de bolacha amassou eles e juntou em uma massa com margarina. Fez algo no fogo, o que parecia ser um brigadeiro branco por causa da lata que ele colocou do lado da pia. espalhou isso sobre a massa, colocou ela na geladeira e foi sentar de novo. Ela já estava começando a ficar intrigada e curiosa sobre o que ele faria. Estava se apresando para conseguir terminar tudo a tempo. Enquanto já colocava a primeira formada no forno fazia as outras e começou a fazer a cobertura. Ela viu que ele levantou novamente, tirou a massa da geladeira, derreteu chocolate espalhou sobre ela e colocou a forma na geladeira de novo e foi continuar a leitura dele.

Larissa estava ficando mais angustiada a cada momento, como ele poderia simplesmente ficar quase todo tempo sentado enquanto ela estava dando duro para fazer o lanche dela. Mas haveria uma recompensa para isso. E com haveria. Para enfeitar  a cobertura, pegou uma sacola de leite já que não tinha bico lá.

- Terminei!- afirmou ela olhando satisfeita para o seu trabalho. seria muito difícil ela ganhar dela. Os docinhos ficaram profissionais.
- Você se atrasou um pouco. Você realmente caprichou, hein.
- Claro, não estou afim de lavar a louça. Ao contrário de outros que parecem não estar nem aí com a competição. Prepare-se, pode ir colocando um avental já por que a louça vai ser bastante.
- Você que pensa que eu vou perder essa. Com essa receita da minha avó ganho qualquer competicão gastronômica!
- Convencido.
- Você ainda vai ver que tenho razão.
- Ou não!

- Vamos servir isso logo, o pessoal já deve estar esperando. E com fome!
- Então tá. - disse ela e foi logo pegando a bandeja de madeira onde as xícaras estavam posicionadas caprichosamente, mas na hora de levantar percebeu que estava um pouco pesado. Bem nessa hora Gabi entrou pra conferir se o lanche ainda saia pra essa noite.
- Será que você poderia me dar uma mãozinha aqui? - perguntou ela à amiga.
- Claro! Nossa você se superou hoje, eles tão com uma cara muuuito boa. Com certeza você vai ganhar! - respondeu a amiga olhando pro prato de Rafael e se espantou quando viu o que tinha ali.- O que é isso? Você acha que com essa coisa fininha aí você vai conseguir ganhar desse cupcakes Rafael?
- Espere até você experimentar pra julgar. Nunca julgue uma comida pela aparência! - respondeu ele convicto e calmo, como tivesse certeza de que seria o melhor doce já inventado na face da Terra.
- Então vamos logo que eu quero experimentar se isso é tão bom quanto você diz.

Levaram os dois pratos para o refeitório. Karina orou pelo alimento e explicou para os outros que foram escolhidos para serem cobaias e juízes essa noite. Cada um poderia experimentar dos dois pratos e depois escrever em um pedaço de papel qual gostou mais e colocar dentro da urna meio improvisada: o boné de Tiago. Todo pessoal se animou e trataram logo de fazer o árdua trabalho de julgar o melhor.

- Você não vai experimentar o melhor doce do mundo Lari? - provocou Rafael.
- Já experimentei o cupcake e concordo com você é o melhor do mundo.
- Eu estava falando do fininho mesmo.
- Ah é assim que você chama aquele negócio?
- É
- Não, não experimentei ainda, as chances de eu passar mal são muito grandes.
- Haha, claro. - respondeu ele ironicamente e se levantou para buscar um para ela. - Aqui, o melhor pedaço!
 Ela experimentou e não pode acreditar. Era bom meeesmo. ela começou a perder um pouco dessa confiança toda de que o dela seria o melhor, mas é claro que não ia s isso pra ele. Em vez disso começou a tossir como se estivesse engasgando.
- Como você pode achar que isso concorre com o meu prato. Isso aqui não ganha nunca.
- Ah Lari fala sério. Você gostou que eu sei. Não tem como não gostar disso!

Teriam continuado a discutir mas Karina interrompeu-os quando pegou a "urna' e foi tirando os papéis de dentro. Michelle anotava em um quadro negro os que cada um ia recebendo o voto. Estava empatado para os dois e dentro do boné havia ainda três papéis. Ela terminou de anotar e finalmente falaria o resultado.
- E o vencedor ou vencedora é... gente só pra lembrar: quem perder vai ter que lavar a toda a louça do lanche tá?
- Aham.
- E então o prato campeão é do, da ... sério eu estou com pena de quem vai ter que lavar essas xícaras todas...
- Para de enrolar Karina!
- Então tá bom! O vencedor ou a vencedora é...





quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Capítulo 10 - Implicância


Gabriela não esperou muito para começar a ralhar com Alex. Mal tinham terminado de almoçar e Felipe já designou as equipes para ajudarem na cozinha. Uma das duplas que ele escolheu para ajudar já no almoço foram Gabi e Alex. Ela queria terminar tudo já de ma vez por todas para se livrar o trabalho e ir passear um pouco pela chácara. Apesar de que, não era só do trabalho que ela queria se livrar, era do companheiro de trabalho mesmo. É claro que ele ficou super feliz em ser escolhido para arrumar a cozinha, então Alex se sentou em uma cadeira e ficou olhando as outras pessoas arrumarem tudo. Gabi não aguentou por muito tempo ver ele daquele jeito sem fazer nada.
- Vai fazer alguma coisa.
- Por que eu deveria.
- Por que nós dois fomos escolhidos para ajudarmos na arrumação da cozinha. E pelo que eu sei não existe dupla de uma pessoa. Infelizmente.
- Pois eu acho que já tem gente demais trabalhando na cozinha.
- Então ta. Você pode limpar as mesas então.
Ela levou mais algumas sobras para a cozinha. Quando voltou ele estava parado na frente da mesa e disse que já tinha terminado. Ela olhou para a primeira mesa. Para a segunda. Se uma criança de cinco anos tivesse que fazer a mesma coisa teria ficado melhor.
- Você chama isso de limpar a mesa? A tua mãe não te ensinou a fazer isso?
- Tentar até que tentou...
- Então você não teve capacidade de aprender uma coisa simples como essa?
- Ter capacidade e ter vontade são duas coisas bem diferentes.
- Ah. Então foi falta de vontade é? Mas agora vai ter que aprender. Com vontade ou sem, você que decide. Espera só um pouco.
Ela nem deu tempo para que ele pudesse dizer alguma coisa, foi até a cozinha e disse aos outras duplas que estavam á que poderiam deixar alguma coisa para ela fazer depois. Que ela primeiro teria que ensinar um tal de garoto mimado como se limpa uma mesa direito. Pegou mais um pano e voltou ao refeitório.
- Pronto. Podemos começar a aula de hoje: como limpar uma mesa direito. Um, Pegue um papel toalha, guardanapo ou um pano para limpar a poça de suco. Dois, ...
- Calma aí, pode ir parando. Se você acha que eu vou ficar obedecendo o que você me manda fazer está muito enganada. Eu não vou limpar mesa nenhuma, muito menos seguir tuas ordens. Senhorita sabe-tudo. Que perda de tempo.
- Ah. Então é assim? Pois eu vou te dizer uma coisa. Eu também não estou afim de perdendo tempo com essa coisa. Com você...
- Então...
- Mas eu não vou sair daqui com essas sujas. E pode apostar que não vai ser eu quem vai limpar elas.
- Meu, que irritante você.
- Pode de chamar de irritante e do que mais você quiser, desde que essas mesas fiquem limpas.
Ele finalmente viu que ela não ia largar do pé dele até que ele fizesse o serviço. Engoliu o orgulho, afinal, ninguém estaria vendo ele mesmo. E no final das contas ele até caprichou um pouco.
- E então? Satisfeita?
- Poderia ser melhor. Mas está aceitável! – disse ela e saiu do refeitório deixando ele lá parado.
- Como assim poderia estar melhor? Aceitável? – perguntou a si mesmo., Se ela pensa que vai ficar assim... Eu ainda vou conseguir tirar um elogio da boca dela. E vai ser nesse retiro ainda!

Gabriela foi caminhando até o chalé de madeira em estilo antigo. Na frente tinha uma pequena varanda e ao redor dele havia flores plantadas. Nela iriam dormir ela em mais oito meninas e também Karina. Larissa, Ângela, Juliane estavam sentadas nas camas conversando. Gabi mal entrou no chalé e já começou a reclamar.
- Como eu posso ser tão azarada? Esse piá é um chato, ele me tira do sério!
- O que aconteceu Larissa querida? – perguntou Ângela – Abra o seu coração!
- Ai, vocês nem imaginam como aquele mimado pode ser irritante na hora de arrumar a cozinha eu pedi para ele que ele só limpasse as mesas. Só isso. Aí ele disse que não ia fazer nada. Vocês sabem que eu não me irrito com facilidade, mas isso foi o cumulo. – Ela suspirou e se jogou dramaticamente em cima da cama. - Eu não vou agüentar isso o fim de semana inteiro.
As amigas dispararam a rir. Ela as olhou com um olhar de desentendida. - Gente, vocês deveriam estar no meu lugar. Ele é insuportável. – Isso não ajudou muito para que elas parassem de rir.
- Essa implicância toda ainda vai acabar em namoro! – Comentou Larissa
- Nem pense em uma coisa dessas!
- Por que não? Ele é um gato! Vai dizer que você nunca reparou nos olhos dele? Castanho escuros, tão penetrantes.
- E o cabelo? É perfeito! A mesma cor dos olhos, meio ondulados, meio compridos, até a nuca.
- Ele parece um príncipe de filme!
- Não exagera Ju!
- Se vocês acham ele tão lindo e tudo mais, por que não trocam de dupla comigo? Alguém se voluntaria?
- Bem que eu queria! – disse Juliane
- Eu não trocaria a minha dupla com ninguém! – Disse Larissa. Isso resultou num coral de “Aaaahhhhnnns” e logo em seguida “Tem alguém apaixonada, tem alguém apaixonada, tem alguém apaixonada,...”
- Não é pra tanto! É só que eu gostei da companhia dele, de conversar com ele. Apesar de que eu tenho a impressão de que ele tem dificuldade de falar sobre alguns temas. Parece que em algumas áreas tem uma barreira invisível.
- E quais seriam esses temas? Tem alguma coisa a ver com o passado dele?
- Eu acho que sim. Deve ter acontecido alguma coisa na família dele.
- Ele te contou alguma coisa?
- Só bem pouco, nada que parecia suspeito.
- Nós estamos atrasadas! – gritou Ângela de repente – já são 2:40, nós deveríamos estar 2:30 na capela.
As quatro meninas saíram correndo até a capela. Tinham que atgravessar todo o campo. Como era quase inevitável, Gabi tropeçou no meio do caminho e caiu. Ela tentou levantar, mas estava com muita dor no tornozelo. Ângela e Juliane continuaram correndo até a capela para buscar ajuda. Larissa ficou com ela lá.
Elas ficaram aliviadas quando perceberam que estavam no período de louvor e poucos perceberam quando elas entraram disfarcadamente pela entrada dos fundos. Elas foram falar com Karina. Ela sugeriu que pedissem ajuda a alguém para ajudar a trazer Gabi para a salinha nos fundo da capela. E lá ela teria que esperar até que o período de louvou terminasse pois Suelen que estava fazendo um curso de enfermagem e podeia ajudá-la estava cantando.
Guilherme ouviu a conversa e se ofereceu para ajudar. As duas meninas o levaram até o local onde Gabi estava sentada. Depois de algumas tentativas falhas concluíram que seria mais fácil se ele a carregasse no colo. Para ele, que tinha porte de atleta não foi problema nenhum. Ele a pegou gentilmente como se ela fosse uma escultura frágil que por qualquer movimento brusco poderia ser quebrado. Ele wentou ela em uma cadeira na salinha. E mesmo depois de Suelen ter chego ele se recurou a sair antes se ter certeza de que estava tudo bem com ela.

domingo, 28 de agosto de 2011

Capítulo 9 - A melhor coisa!


- Ele foi embora mesmo? –perguntou Larissa a Gabi, depois de ter escutado o que aconteceu nos últimos dias. – Assim do nada?
- Isso mesmo amiga, não sei o que deu nele. Eu acho que ele estava cansado, triste, com raiva, tudo ao mesmo tempo. Ele precisava descansar um pouco. Tomara que ele me escreva.
- Mas assim... Você gostou dele?
- Como assim?
- Se você gostou dele, achou ele bonitinho,... Ah você sabe!
-Ahhhh se eu gostei dele? Sei lá, a gente se encontrou no hospital, no outro dia a mãe dele morreu, eu nem pensei muito em algo desse tipo.
- Ah, fala sério!
- Ta bom, eu achei ele bonito, nada mais. E aqui? Alguma novidade?
- Não. Tudo na mesma chatice de sempre. Quer dizer, quase!
- E o que foi digno o suficiente para fugir da chatice?
- Então, aquele fim de semana que você tava viajando, eu convidei algumas pessoas do grupo de jovens para irem lá em casa. Foi muito divertido, mas pra variar eles deixaram a sala um pouquinho desarrumada e o Rafael me ajudou a arrumar as coisas. Aííí...
- E aí?... o que vocês aprontaram?
- Nada. A gente só conversou um pouquinho e a gente combinou de fazer uma competição culinária na próxima vez que a gente se encontrasse com os jovens.
- Que por acaso é hoje, a gente não está indo pro retiro? COM o grupo de jovens?
- Não no retiro, a gente não trouxe nada pra fazer alguma coisa.
- Melhor ainda. Vocês vão ter que se virar com o que tem aí.
- Não.
- Sim, sim.
- De jeito nenhum.
- E como vocês vão fazer. – respondeu Karine que estava sentada na frente delas e por acaso escutou essa parte da conversa. – A gente estava mesmo querendo fazer alguma coisa especial pro lanche da meia-noite de hoje. Mas a gente ainda não sabia quem ia fazer . Agora a gente já sabe quem vai fazer, o que vão fazer eu deixo por conta de vocês.
- Eu acho que não heim. E o Rafael nem vai querer fazer mesmo. – Ela sabia que isso não era verdade, que ele não via a hora de ganhar dela na competição. Mas por isso ele podia ficar esperando. Eternamente. Mas infelizmente a Karina resolveu perguntar isso para ele mesmo.
- Rafael. – ela teve que gritar pra ele escutar ela na outra ponta do ônibus. –Vem cá.
- Já vou!... O que foi?
- Então a gente está com um probleminha. Precisamos de alguém que faça o lanche da meia-noite hoje de noite e eu fiquei sabendo de uma tal de competição que você e a Lari estão fazendo. Eu queria ver se você topa fazer ela hoje de noite?
- Claro que sim!
- Que bom. Agora você so precisa convencer a outra competidora. – disse ela olhando pra Larissa, que já sabia que não ia ter outra escolha.
- Não me diga que você amarelou, eu não achei que era o teu jeito fazer isso.
- Haha. Eu amarelando? De jeito nenhum. Vamos fazer isso de uma vez por todas. Mas lanche da meia-noite? Tem certeza que você quer lavar lopuça a essa hora da noite ainda?
- Lavar a louça? Não me diga que ainda tem premio.- Comentou Karina
- Esse é o combinado. Quem perder vai lavar a louça.
- Isso vai ser muito bom! Não vejo a hora de anunciar quem ganhou!

Chegando ao lugar do retiro, cada um foi para o seu quarto arrumar suas coisas.         Encontraram-se lá pelas 10 horas no salão da chácara. Tiveram um louvor animado e Felipe falou um pouco sobre o tema do retiro: Amizade. Para fazer um lado prático do tema ele sorteou os nomes para a formação de duplas que durante o retiro iriam orar um pelo outro, fazer as devocionais juntos. O objetivo era formar novas amizades. Os pares eles iriam descobrir na hora do almoço. Cada um vai sentar na frente do par pra aproveitar e já se conhecerem. Depois do culto as meninas foram para o quarto já falando com qual menino queriam ir. Brenda perguntou a Larissa com quem ela queria ir. Ela respondeu:
- Na verdade eu não sei. Não pensei nisso pra mim tanto faz.

Chegou a hora do almoço. Algumas meninas até se arrumaram um pouco mais e foram animadas e quando entraram já procurando seu nome e o nome da pessoa que estava na sua frente.
Algumas se alegraram, outras já não gostaram tanto. Gabi foi com Alex, eu acho que ela foi uma daquelas que não gostou muito mas viu como uma oportunidade pra falar umas poucas e boas pra esse piá. Ele é do tipo, como posso dizer? Insuportável. Mas ela vai dar um jeito nele... E a Larissa com quem ela foi? Surpresa!!!

Eles almoçaram vários se divertiram acabaram mudando de idéia sobre a pessoa com quem estavam formando a dupla... Ta bom eu vou falar da Lari, ela entrou um pouco mais tarde que as outras e não achava o nome dela. Procurou em uma mesa, na outra e na terceira. Nada. Aí ela viu na última mesa, no cantinho do lado da parede, tinha um lugar vazio. O coração dela começou a bater mais rápido, tinha um piá sentado do outro lado da mesa, alguém que ela conhecia. A medida que foi se aproximando viu quem era. Rafael! Quando ela deu a volta na mesa pra chegar até ele, os olhos deles se encontraram. Ele sorriu para ela. Ela chegou ao lugar levantou o papel com o nome. Estava escrito o nome dela. Ela sentiu uma alegria, ela não fazia questão de ficar com um menino, mas isso definitivamente foi a melhor coisa que poderia ter acontecido.